terça-feira, junho 26, 2007

Que calor!


Descontracção…


Veleiro


Lisboa...


segunda-feira, junho 25, 2007

Atlântico Norte


Natal

Um anjo imaginado,
Um anjo diabético, actual,
Ergueu a mão e disse: — É noite de Natal,
Paz à imaginação!
E todo o ritual
Que antecede o milagre habitual
Perdeu a exaltação.

Em vez de excelsos hinos de confiança
No mistério divino,
E de mirra, e de incenso e ouro
Derramados
No presépio vazio,
Duas perguntas brancas, regeladas
Como a neve que cai,
E breve como o vento
Que entra por uma fresta, quezilento,
Redemoinha e sai:

A volta da lareira
Quantas almas se aquecem
Fraternalmente?
Quantas desejam que o Menino venha
Ouvir humanamente
O lancinante crepitar da lenha?

Miguel Torga

domingo, junho 24, 2007

Praia da Fonte-da-Telha


Girassol


Concha


O Pescador


Foz do Tejo


Torre de Belém


Gerações…


quinta-feira, junho 21, 2007

Prenuncio...


Fachadas antigas…



quarta-feira, junho 20, 2007

A morte absoluta

Morrer.
Morrer de corpo e de alma.
Completamente.

Morrer sem deixar o triste despojo da carne,
A exangue máscara de cera,
Cercada de flores,
Que apodrecerão – felizes! – num dia,
Banhada de lágrimas
Nascidas menos da saudade do que do espanto da morte.

Morrer sem deixar porventura uma alma errante...
A caminho do céu?
Mas que céu pode satisfazer teu sonho de céu?

Morrer sem deixar um sulco, um risco, uma sombra,
A lembrança de uma sombra
Em nenhum coração, em nenhum pensamento,
Em nenhuma epiderme.

Morrer tão completamente
Que um dia ao lerem o teu nome num papel
Perguntem: "Quem foi?..."

Morrer mais completamente ainda,
– Sem deixar sequer esse nome.

[Manuel Bandeira]

terça-feira, junho 19, 2007

CHOVE!

Chove...
Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve
senão eu?

Chove...

Mas é do destino
de quem ama
ouvir um violino
até na lama.

[José Gomes Ferreira]

domingo, junho 17, 2007

Gaivotas em terra…


Solidão…


sábado, junho 16, 2007

Terrivelmente igual

Esta hora,
é terrivelmente
igual
à que passou
e à que vem!

Terrivelmente
igual!

Esta hora,
é sempre assim,
terrivelmente igual
e não tem fim.

Maleza
21-08-73
Benguela, Angola

Entardecer chuvoso…


Cristo-Rei


sexta-feira, junho 15, 2007

Varanda iluminada…


quinta-feira, junho 14, 2007

As árvores como vento implume

as árvores como
vento implume ou
lápide de um antigo
ser alado

deus ou voz extensa e eu, no
sopé da montanha somos
espantalhos no terreno da alma

[Valter Hugo Mãe]

Quase meia-noite a sul…