domingo, setembro 07, 2008

O Guarda-Chuva

Meses e meses recolhida e murcha,
sai de casa, liberta-se da estufa,
a flor guardada (o guarda-chuva). Agora,
cresce na mão pluvial, cresce. Na rua,
sustento o caule de uma grande rosa
negra, que se abre sobre mim na chuva.

[Mauro mota]

Promessas

Estava eu só Passou... Sorriu... Olhei-a...
Estremeceu. Estremeci. Sucede
que o imprevisível manda e a gente cede.
No céu azul brilhava a lua cheia.

Depois... as consequências... — Quem as mede
se a razão, sem razão, já titubeia?
E o mar acariciando o ardil, na areia:
"O vinho é bom sorver antes que azede!"


Vai-se o verão. Agora é frio e neva.
Palavras sem valor, o vento as leva.
As juras antecedem as desditas.

Um instante de amor — eternidade!
Dois instantes de amor — fidelidade'
... Nem todas as mentiras foram ditas.

[Miguel Russowsky]

Momentos imortalizados

quarta-feira, setembro 03, 2008

Madrepérolas


terça-feira, setembro 02, 2008

Subtilíssimo eterno

Subtilíssimo eterno que habita
minhas saletas interiores
onde trago o tempo guardado
nocturno e resignado

subtilíssimo eterno interior
que como um tálamo é
em minha alma limpa e sofrida
como água dormida em pedra

que eterna seiva alimenta
este tempo em mim retido
plumagem livre de flor
forma exacta imperecível

sinto-te assim como um trunfo
branda coroa do eterno
além das nuvens, das águas
ouço o teu metal desperto

se existes no ser completo
na cinza móvel das sombras
por que retiras de mim
tudo o que em mim não é pântano?

[César Leal]

segunda-feira, setembro 01, 2008

Maravilha

quarta-feira, agosto 27, 2008

Meditações

terça-feira, agosto 26, 2008

quarta-feira, agosto 20, 2008

Do inferno

Do inferno voltei contemplando o vazio
Em meu corpo trago os sinais
Das batalhas que lutei
Das armas que usei
Das mortes que causei
Numa vertigem sufocante
Sou um ser errante
Que nas veias corre, o fluido coruscante.
Que transforma a dor, numa orgia alucinante.
Incertos passos caminhei,
Que nunca pude vislumbrar
A extensão de minha inocência
Cristalizada em forma e cor
Perdidos passos,
Perdidas almas eu deixei
Em regiões fronteiriças
Do inferno eu voltei
Estou no limiar
E continuo a contemplar.

[Aura Sorrentino]

O Relógio Da Matriz

toda noite
quando badala
o relógio da matriz

os homens da cidade
se recolhem
para contar carneiros
e sonhar dinheiros

e morrem a cada batida
do relógio da matriz

os mortos da cidade
então festejam
as badaladas na igreja
remoçando a terra.

[Alexandre Mariano]

Admirável

segunda-feira, agosto 18, 2008

quarta-feira, agosto 13, 2008

Praia Sto. André


Praia Sto. André


Lagoa de Sto. André


segunda-feira, agosto 11, 2008

Vulcão de água


sábado, agosto 09, 2008

Tranquilidade


Relíquia do passado

sexta-feira, agosto 08, 2008

Jardim

Feelings - Morris Albert

quinta-feira, agosto 07, 2008

Linha…

Algures...


Luzern

sexta-feira, agosto 01, 2008

Mar Vermelho